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terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Brasil ficou fora mais uma vez do Oscar!









Mais uma vez o Brasil está fora da corrida do Globo de Ouro e do Oscar. O filme escolhido "Tropa de Elite 2" foi desclassificado por que foi lançado antes do período determinado pela Academia de Ciências e Artes de Hollywood.  O filme foi lançado em terra americanas com o título  'Elite Squad: The Enemy Within' (Tropa de Elite: O Inimigo Interno). Sumiram com o  número 2  (uma forma de evitar que o filme perdesse público, afinal de contas muitas pessoas podem ficam desestimuladas para ver uma história a partir da segunda parte). Mas tal estratégia não adiantou de nada! O filme de Padilha foi desclassificado.

É curioso que os nossos produtores, críticos, especialistas e outros seres que fazem a seleção não foram capazes de ler os regulamentos do Globo de Ouro e do Oscar! Só pode ter acontecido isto!
Algumas pessoas afirmam que o ano  foi do filme de Tropa de Elite 2 (afinal de contas depois de tanto tempo, esse filme rompeu a marca histórica de "Dona Flor e seus dois maridos"), mas a continuação da história do capitão Nascimento não tem nada de especial para  ganhar o Oscar. E é um filme que não tem nem ao menos uma identidade com a cultura brasileira. A "Tropa..." tem uma estrutura narrativa e de conteúdo muito mais próxima dos americanos. E, mesmo para os estadunidenses, um filme policial (por melhor que ele seja) dificilmente ganharia um Oscar.
Os votantes para o melhor filme de língua não inglesa (nessa categória formam um grupo bastante restrito e difícil de entender o que eles querem)  não ficariam muito a vontade com uma história dessa.
Outra coisa que me espantou foi saber que o filme Bruna, surfistinha foi lançado nos States com intenção de concorrer ao Oscar. Eu fiquei pasmo! Afinal de contas o norte-americano não se sente muito a vontade com filmes de sexo. Ainda mais que a história da menina de classe média que resolve se tornar garota de programa foi conduzida enfatizando o sexo pelo sexo. O filme está mais para uma "Emanuele Tropical do século XX" do que para "Giulietta degli spiriti" (em português: "Julieta dos espíritos"). Falta poesia, drama e paixão na história da Bruna Pacheco, sobra sexo barato. A única coisa que justifica assistir esse filme   é a capacidade de interpretação da Debora Seco (que se perdeu num filme com um roteiro frouxo). Será que no Brasil só são produzidos filmes de violência ou sexo... a resposta é não, mas o problema está na distribuição dos filmes. Muita coisa é produzida, mas esses filmes não conseguem chegar até o público (também falta sala de exibição).

Muita gente pode argumentar que ganhar um Oscar não vai melhorar em nada a nossa indústria áudio-visual. Concordo! Mas, ganhar uma estueta dourada pode dar mais visibilidade para o nosso cinema. E nós precisamos exibir o que produzimos. A maioria dos filmes nacionais que vejo são dvds, por que em Belo Horizonte, os cinemas (os poucos que existem) exibem quase que exclusivamente o cinema produzido nos Estados Unidos.

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Quem sou eu

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Graduado nos cursos de Filosofia e História pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em Filosofia da Arte e Estética pela mesma Universidade. Atualmente sou professor assistente b do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Tenho experiência na área de Filosofia, com ênfase em História e Filosofia da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: fundamentos filosóficos da educação, introdução ao pensamento científico e filosofia da ciência, cinema e artes visuais, aspectos formais da arte, criatividade, processo de criação, estética da formatividade de Luigi Pareyson, cultura e modernidade brasileira.