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terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Velho Chico - Exposição e fotos


fotos by Ronaldo Campos

Uma das exposições mais instigante dos úlbimos tempos não foi de um artista tradicional, mas de um grande estilista e criador cultural:  Ronaldo Fraga, o mago das pasarelas do São Paulo Fashion Week.
O tema da exposição era o rio São Francisco e o título da mostra era " Rio São Francisco - navegado por Ronaldo Fraga" (Belo Horizonte - Palácio das Artes - 2010).
Em primeiro lugar, gostaria de dizer o quanto a exposição me emocionou, pois, foi justamente a partir de uma viagem pelas cidades localizadas próximas do velho chico que descobri de fato o nosso país (aqui no blog coloquei algumas fotos dessa viagem ao lado de fotos da apresentação da exposição no Palácio das Artes). Foi uma longa viagem desde a origem em Minas Gerais passando pelos estados nordestinos da Bahia, Alagoas e Sergipe.
A exposição do Ronaldo Fraga me pegou "de jeito" logo pela apresentação no lado externo do Palácio das Artes. O olhar de Ronaldo Fraga do rio, das populações, das modas e modos  interpretados pela descortina inúmeras possibilidades e se torna um importante instrumento cultural. São  13 ambientes, no melhor estilo das instalações de arte contemporânea das bienais. Em objetos do cotidiano redefinidos na estrutura do espaço da arte ganham um novo sentido e abrem uma janela para compreender a alma desse povo. O viver e o sentir de tais pessoas representados por 16 vestidos são redimensionados pelo ecoar da  voz da cantora Maria Bethânia ao declamar o belo poema “Águas e Mágoas do rio São Francisco”, de  Drummond.


fotos by Ronaldo Campos

domingo, 2 de outubro de 2011

imagens antigas

adoro Diamantina

Axé in rio

Todo ano é a mesma coisa.... Um monte de desocupados ficam dizendo o que está certo ou errado. Dessa vez, parece que a vítima é a Cláudia Leite. No melhor estilo Emilinha e Marlene, a pseudo crítica musical tem que acabar com a Cláudia para a Ivete brilhar. Por que as duas não podem brilhar... É mesmo necessário destruir totalmente o show de Cláudia Leite... para que o da Ivete fosse levado para o Olimpo da música.

Só que a loira do axé não ficou calada e resolveu botar a boca no trombone. 
Cláudia Leite disse que canta até Led Zeppelin e que cresceu ouvindo rock. Além de apresentar um show de qualidade e muito empenho. O que não ocorre com algumas das estrelas internacionais que trazem uma versão reduzida do que apresentam lá fora e ainda desrespeitam o público brasileiro com longos atrasos. Mas parece que isso não é suficiente para os puristas de plantão. Eles querem no palco do rock in rio o verdadeiro rock... Mas será que isso existe?????? E o que define esse tal de rock?????? Guitarras distorcidas, canções de protestos, três acordes, melodia cativante,  rebeldia, forte e insistente contratempo ?????? Só para começar tenho que lembrar que guitarras distorcidas ou canções de protesto pode ser encontradas até no show e no disco da Xuxa ou da Thalia!!!!!
Todos nós sambemos que o estilo ou gênero musical Rock é muito  abrangente. E desde que surgiu oficialmente em meados do século passado em terras estadunidenses há uma infinidade de  subgêneros. Quem nunca ouviu falar de  folk rock, blues-rock ,  jazz-rock, samba-rock, soft rock, glam rock, heavy metal, hard rock, rock progressivo e punk rock. Isso sem contar os gêneros como a soul music, o funk e de diversos ritmos de países latino-americanos. Ainda naquela década, o rock gerou uma série de outros subgêneros, tais como  
Se a Cláudia Leite não pode fazer um show nesse festival do Rio, quem pode então???? Quem faz o verdadeiro rock brasileiro????
Para quem não sabe a mesma pessoa que gravou o álbum Tire seu sorriso do caminho que eu quero passa com a minha dor gravou a primeira versão de Rock around the clock. A nossa primeira roqueira foi a diva da dor de cotovelo: Nora Ney (a mesma que gravou Ninguém me ama, ninguem me quer).

Esse dado serve para lembrar que no Brasil as coisas não são tão tradicionais como os detratores do show de Cláudia Leite quer. O Brasil é um lugar onde tudo praticamente foi importado. Se você quiser de fato um estilo 100% brasileiro terá que buscar no meio dos índios que aqui viveram antes de Cabral. Tudo o que nós temos foi importado da Europa, África ou Ásia. Nós tornamos esses elementos essencialmente brasileiros ao agir como os índios que "comeram" o bispo Sardinha. A antropofagia tão bem apresentada pelos modernistas nos mostra o quanto podemos transformar aquilo que não é nosso em algo tipicamente brasileiro. A Cláudia, a Ivete, a Daniela.... fazem isso divinamente. Assim, como fizeram Elis, Tim Maia, Sa e Guarabira e praticamente todos os nossos grandes artistas.

sábado, 1 de outubro de 2011

pequenas imagens do dia a dia

D. Albuquerque matou o humor no Brasil?


O Brasil está doente! Falta humor, falta espírito esportivo! Sobra patrulhamento ideológico, gente chata e  falso moralismo!
Toda vez que entro na internet ou abro um jornal (ou revista) sou surpreendido com a monotonia e a falta de capacidade de rir de si mesmo. Cada vez mais me chama mais atenção as notícias desse mundo de quase celebridades. Os (quase) astros e (quase) estrelas do Brasil fazem de tudo para conseguir um lugar no sol. Eles pedem para "sair" na imprensa fazendo qualquer coisa. E quando o seu programa, produto ou imagem não passa de um traço na medição do ibope, eles têm que produzir algo ou se aproveitar de algo para conseguir a tal sonhada fama.
Nos Estados Unidos, um programa como o  fashion police, as celebridades  no tapete vermelho ou no dia a dia, são alvos da  língua afiada de Joan Rivers que chega a comparar os modelitos das famosas ao das garotas de programa (num quadro intitulado " essa vadia roubou o meu look"). Já imaginou o que algumas celebridades fariam se o que é dito nesse programa fosse dito aqui no Brasil por qualquer dos apresentadores. No Brasil, parece haver um código onde não se pode criticar nada. Mesmo assim temos muitos  programas que criticam esse mundo da fama - há desde aqueles muito condescendentes (o TV fama, por exemplo) até os mais cruéis (o pânico ou o CQC). O tom do humor varia muito, mas sempre de forma positiva. Um quadro que não tem essa condescendência positiva para os quase famosos é o   Top 5 do CQC, pois, a proposta é um humor ácido e graça surge do ataque direto a determinados tipos de atitudes apresentadas em dados tipos de programas de televisão. O maior exemplo desse tipo de humor é o  Rafinha Bastos. Adorado na internet e temido pelos famosos.  Quando a  quase famosa  Daniele Albuquerque não conseguiu pronunciar em inglês a palavra Octógono, quadra onde acontecem as lutas de MMA, ela se tornou a "vítima" da vez. No lugar de achar graça e tentar não errar mais, ele se mostrou indignada e exigiu um pedido de desculpas. Já pensou se toda celebridade americana (lá eles são famosos de verdade), exigisse que Joan Rivers se retratasse... o programa seria só isso. A quase apresentadora não colocou o seu nariz no lugar. O Rafinha resolveu pedir perdão, dizendo que resolveu virar um bom moço e falar dos seus pecados. Pediu perdão para a  apresentadora. Quando que isso iria acontecer nos Estados Unidos.
No Brasil, o Roberto Carlos mandou recolher todos os livros por que não concordava com o autor, o Collor impediu que a rede Manchete exibisse a novela "O Marajá", o filme "Amor estranho amor" nunca será exibido na televisão ou lançado em dvd por que uma atriz secundária assim não o quer... Onde está a liberdade de expressão? O que é liberdade no Brasil?
Eu acredito que a liberdade de expressão aqui é pura ficção. Posso exemplificar tal afirmação com a reação a uma piada dita por Rafinha Bastos que pode levar ao seu afastamento do CQC. A tal''brincadeira'' que o humorista fez com a  Wanessa Camargo gerou uma repreensão da diretoria da Band. Será que essa "quase estrela juvenil", essa quase "cantora famosa" não é capaz de compreender que essa piada (que é infeliz mesmo) não é uma ofensa pessoal. A cantora Wanessa é uma personagem criada para vender disco e fazer shows. A Wanessa real não é conhecida pelo público. A piada pesada é sobre a sensualidade de uma Wanessa que só existe para entreter ou divertir o público. Mais uma vez repito essas palavras tão pesadas não podem ser consideradas ofensas pessoais, mas uma crítica dura (e com humor negro e muito pesado) a sua atuação como personalidade que vende uma sensualidade exagerada até mesmo na época da gravidez. Ou então, por que a Wanessa não parou de fazer shows e de expor a sua imagem em praça pública Será que a quase famosa cantora não tem senso crítico em relação ao seu próprio trabalho? A resposta a todas essas questões é não!



 E a Wanessa ( a antes Wanessa Camargo) ainda quer fazer sucesso em terras americanas. Será que ela irá suportar a língua ferina de Joan Rivers?.

mar rio amar


Quem sou eu

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Graduado nos cursos de Filosofia e História pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em Filosofia da Arte e Estética pela mesma Universidade. Atualmente sou professor assistente b do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Tenho experiência na área de Filosofia, com ênfase em História e Filosofia da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: fundamentos filosóficos da educação, introdução ao pensamento científico e filosofia da ciência, cinema e artes visuais, aspectos formais da arte, criatividade, processo de criação, estética da formatividade de Luigi Pareyson, cultura e modernidade brasileira.